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sábado, 17 de novembro de 2018

Água para milhares de sertanejos

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Depois de uma obra que se arrastou por anos, a Adutora do Pajeú será totalmente entregue pela União ao governo do estado. A segunda etapa será inaugurada no fim de novembro, beneficiando cidades do Sertão do Alto Pajeú, onde residem cerca de 280 mil pessoas. A obra vai trazer mais segurança hídrica aos municípios, aliviando o regime de rodízio e, em alguns casos, garantindo abastecimento ininterrupto aos sertanejos. Executado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o empreendimento é um dos 20 que devem ser inaugurados até o fim do ano, como parte do projeto Desafio Chave de Ouro, anunciado pelo governo federal no último dia 24 de outubro.

Com 402 quilômetros de extensão, a segunda etapa é a maior e a mais cara. Ela está orçada em R$ 292,6 milhões. A primeira etapa já funciona desde 2014, quando foi inaugurada pela então presidente Dilma Rousseff (PT). “A obra inicia em Floresta, com captação no Rio São Francisco, e vai até o Alto Pajeú. Vamos melhorar muito o atendimento nas cidades daquela região, principalmente em Afogados da Ingazeira, Iguaracy e Ingazeira, e teremos condições de atender a outros municípios”, explica Marconi de Azevedo, diretor regional do interior da Compesa.

Segundo ele, mesmo com a conclusão da obra, alguns locais não serão contemplados de imediato. “É o caso de Triunfo, Carnaubeira da Penha e Solidão, por exemplo. Elas precisam de um projeto complementar à adutora, mas o Dnocs ainda não iniciou”. A expectativa é de que a obra fosse entregue no ano passado, explica Azevedo. Diante do atraso, foi preciso realizar um redimensionamento da primeira etapa. “Dividimos a água para atender a outros municípios, como Tuparetama e Iguaraci, que só seriam atendidas com a segunda etapa. A situação estava muito difícil e algumas cidades já estavam perto do colapso”, relembra.

Quando concluída, a obra deve amenizar o regime de abastecimento nas cidades. Em Afogados da Ingazeira, por exemplo, que atualmente tem três dias com água e três sem, vai ser abastecida ininterruptamente. Mesmo caso de Itapetim, onde os moradores têm água nas torneiras durante quatro dias, seguidos por um intervalo de 11 dias sem.

De acordo com o Ministério da Integração, mais de 173,3 mil habitantes estão sendo beneficiados pela primeira etapa da obra. A segunda etapa está com 62% de execução física, muito embora no site do Dnocs a informação fosse de que ela estaria totalmente concluída em julho deste ano. Atualmente, cerca de 130 pessoas trabalham nas obras da adutora. Com a conclusão da segunda etapa, a previsão é de que 504,9 mil habitantes de 32 localidades de Pernambuco e Paraíba sejam beneficiados.

Outras obras

Apesar da entrega da Adutora do Pajeú, o governo Temer não vai conseguir concluir outras obras que estão em andamento no estado e contam com recursos federais. É o caso da Adutora do Agreste, orçada em R$ 1,2 bilhão, mas que ainda necessita de R$ 413,4 milhões para a conclusão. Nessa lista, também estão à barragem de Panelas II, em Cupira, que conta com aportes de R$ 26,7 milhões do governo federal; a de Igarapeba, em São Benedito do Sul (aportes de R$ 42,8 milhões da União); a de Gatos, em Lagoa dos Gatos; e a de Barra de Guabiraba, no município homônimo, entre outras.


Via: PE Notícias

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