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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Entrada de armas em presídio é alvo de investigações


Rixas entre detentos armados deixaram dois homens mortos e um ferido; um revólver calibre 38 foi encontrado

Tumulto na Penitenciária Barreto Campelo
Tumulto na Penitenciária Barreto Campelo - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Trocas de tiros motivadas por possíveis rixas deixaram dois homens mortos e um ferido na Penitenciária Professor Barreto Campelo, no município de Itamaracá, Região Metropolitana do Recife, na última quarta-feira (24). Em entrevista à Rádio Folha, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, informou que nenhum detento fugiu durante a confusão e que uma das armas, um revólver calibre 38, já foi recuperada. Ele ainda desmentiu a informação de que haveria um fuzil em posse dos detentos da unidade prisional e que estão sendo realizadas diligências para encontrar a outra arma utilizada pelos detentos na confusão.

“Ao longo desse ano apreendemos 39 armas no sistema prisional, armas de fogo”, apontou o secretário. “Infelizmente ainda ingressam [armas] nos presídios, através de lançamentos pelas muralhas”, destacou Pedro Eurico que ainda afirmou que se estão entrando armas nas unidades prisionais é porque alguém as está introduzindo e que essas pessoas hão de serem descobertas.

Segundo o Instituto de Criminalística (IC) e a Radiopatrulha, foram, pelo menos, dois casos de confusão entre detentos nesta data. Os envolvidos na confusão foram Leandro de Araújo de Assis, 27 anos, que morreu no local; Jaime José Moisinho, 51 anos, que chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital de Itapissuma; e Evaldo José de Golveia, 19, que foi ferido e levado para o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, também na RMR.

Entenda o caso

Segundo a polícia, o tumulto teria começado com uma briga entre dois detentos na laje na penitenciária. Após ser alvejado por um tiro, um dos presos, ferido, conseguiu pegar a arma e atirar também. Esses seriam Evaldo, internado no HMA, e Jaime José, que morreu no hospital de Itapissuma.

Em outro local do presídio, no corredor entre os pavilhões B e C, uma outra confusão terminou com a morte de Leandro de Araújo. O perito do Instituto de Criminalistica (IC) Fernando Benevides comentou a suspeita. "Ontem (quarta-feira), infelizmente, dois presos vieram a óbito, em função de brigas pessoais, muitas vezes vinculadas ao tráfico de drogas, acerto de contas de quadrilhas mesmo dentro do presídio", disse o secretário Pedro Eurico.


Por Portal FolhaPE

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