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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Pesquisa: mulheres negras são as maiores vítimas da desigualdade em SP

"A desigualdade na cidade de São Paulo tem endereço, tem cor, tem gênero", diz especialista

Pesquisa: mulheres negras são as maiores vítimas da desigualdade em SP
Foto: Reuters
Mulheres negras lideram o ranking da desigualdade na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo, divulgada nesta terça-feira (24). Como explica o estudo, elas moram nas regiões periféricas da cidade e não têm acesso a serviços básicos. Isto justifica, por exemplo, o alto índice de adolescente negras grávidas.

"Temos um problema de gravidez na adolescência crônico, você tem uma distância que vai de 0,8% nas regiões centrais da cidade e passa de 20% de taxa de gravidez na adolescência na periferia. Mas quando você divide essa gravidez na adolescência para mães negras e não negras você vê que a incidência de gravidez de mães negras chega a ser 3% superior do que a de mães brancas. A desigualdade na cidade de São Paulo tem endereço, tem cor, tem gênero e é isso que os governos e representantes públicos precisam assumir como prioritária responsabilidade de resolver na cidade" disse Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa SP, ao "G1".

Para o especialista, as mulheres negras deveriam ser prioridade de políticas públicas. "Os nossos números mostram que nada vem sendo feito de fato para diminuir a desigualdade na nossa cidade", lamentou.

Outros números

Segundo censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, mais de 50% da população preta e parda residem nas regiões periféricas da capital paulista. A diferença salarial entre homens e mulheres varia entre 25% é 49% na periferia, além das mulheres serem também as mais atingidas pelo desemprego.

Em âmbito nacional, o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo em uma lista de 140 países, segundo dados do Programa de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O levantamento revela que em 2015 os brancos ganhavam, em média, o dobro que os negros. No período de 20 anos, os negros ganhavam 45% do valor de 57% dos brancos.

A pesquisa da Rede Nossa São Paulo foi realizada com 1.603 entrevistados, de 27 de agosto a 11 de setembro de 2017 . A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


POR NOTÍCIAS AO MINUTO

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