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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Moradores e catadores fazem protesto um dia após anúncio de desativação de lixão em Olinda

Cerca de 70 pessoas estão na Segunda Perimetral Norte, em Aguazinha, interditando a via, nesta quarta-feira (9). Aterro teve as atividades encerradas por determinação de agência do meio ambiente.

Pneus e entulhos foram queimados na frente do lixão de Aguazinha, em Olinda (Foto: Thiago Augustto/TV Globo)
Um dia após o anúncio da desativação do Lixão de Aguazinha, em Olinda, no Grande Recife, moradores e catadores de resíduos sólidos realizam um protesto na área, na manhã desta quarta-feira (9). Eles colocaram fogo em pneus e fecharam a Avenida Segunda Perimetral Norte, que dá Acesso ao aterro, que teve as atividades encerradas por determinação da Agência Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH).

Uma fumaça preta é vista de longe. O trânsito na Segunda Perimetral Norte está complicado. Motoristas devem evitar a região. Cerca de 70 pessoas participam do movimento, segundo os organizadores.

De acordo com os organizadores do ato, a prefeitura encerrou as atividades do lixão, mas não fez o cadastramento das famílias que vivem na área e dependem da coleta de resíduos para sobreviver. Eles também querem que o poder público indique alternativas de trabalho para os catadores.

O aterro
O lixão de Aguazinha foi cenário de uma série de denúncias sobre tratamento de resíduo irregular e incêndios, além de registrar famílias morando no lugar. O anúncio da desativação ocorreu na terça-feira (8), durante uma reunião entre o prefeito, Professor Lupércio (SD), e secretários de governo.

O aterro funcionava na II Perimetral Norte. Com cerca de 120 mil toneladas de lixo, o local não contava com tratamento dos resíduos. O solo foi contaminado pelo chorume, um líquido altamente tóxico, que caía no riacho, seguia pelo Rio Beberibe e corria para o mar.

De acordo com a Prefeitura de Olinda, o município foi multado em R$ 800 mil pela CPRH, que também bloqueou o repasse de R$ 6 milhões por ano, referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ambiental.

A administração municipal precisou fazer um contrato de emergência com uma empresa para levar o lixo para Aterro Sanitário Norte, que fica em Igarassu.


Por G1 PE

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