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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Negociações salariais só começam em 2017, dizem comandos da PM e dos Bombeiros

Primeira reunião será em 4 de janeiro. Segundo Associação de Praças dos Policiais e Bombeiros Militares, prazo para o governo de PE abrir negociação continua sendo sexta (9).

Policiais e bombeiros militares promoveram passeata no Centro do Recife na terça-feira (7) 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

As negociações sobre reajuste salarial para os membros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco só começam no ano que vem. É o que informa a nota oficial dos Comandos Gerais das corporações, divulgada nesta quarta-feira (7). A primeira reunião entre os comandos militares e o Núcleo de Gestão do governo do estado com o objetivo de construir proposta só vai acontecer no dia 4 de janeiro de 2017.

Este anúncio contraria os interesses das categorias, que esperam uma resposta do governo do estado com a abertura de negociação salarial até as 14h de sexta-feira (9). O prazo foi delimitado após um ato promovido pelos PMs e bombeiros na terça-feira (6), iniciada com uma passeata no Centro do Recife e encerrada com uma assembleia em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio.

A nota assinada pelos comandantes gerais da Polícia Militar, coronel Carlos D'Albuquerque, e do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Cunha, acrescentou que "era de conhecimento de todos" que as negociações com o governo sobre as condições remuneratórias da tropa teriam início apenas em abril de 2017.


No entanto, "por solicitação dos comandos das corporações, o Governo pactuou com os mesmos um calendário que prevê encaminhamento à Assembleia de projeto de lei na abertura dos trabalhos legislativos de 2017, que ocorrerá na primeira semana de fevereiro".

Para um membro da categoria, a nota faz parte da estratégia do governo. “Se tiver greve, a culpa é do governo. O governo está pagando para ver. O prazo desta sexta-feira está mantido, independente dessa nota e do Governo ter decretado feriado na sexta”, declarou José Roberto Vieira, presidente da Associação de Praças dos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco (Aspra-PE).

Até a sexta (9), fim do prazo determinado pelo movimento, os policiais e bombeiros realizam operação-padrão. Isso significa que atuam apenas nas ocorrências mais graves e na posse de todos os equipamentos de proteção individual devidos. Eles também decidiram entregar os cargos de jornada extra, que tem sete mil vagas na PM.


Por G1 PE

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