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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Garotinho temia prisão e planejava habeas corpus preventivo

Conversa entre ex-governador e advogados foram gravadas com autorização judicial e divulgadas nesse domingo

Inácio Teixeira/ Coperphoto

Antes de ser preso, Anthony Garotinho já estava elaborando uma estratégia de defesa, junto a seus advogados, inclusive com a possibilidade de um habeas corpus preventivo para evitar sua prisão, o que deixa clara a sua preocupação com as investigações sobre compra de votos envolvendo o programa Cheque Cidadão.

O plano do ex-governador do Rio de Janeiro foi comprovado a partir de  gravações realizadas com autorização judicial. O assunto foi mostrado em matéria do Fantástico, da Rede Globo, nesse domingo (20).

De acordo com as gravações do dia 25 de outubro, ele afirmou a um de seus advogados, Jonas Lopes de Carvalho Neto, ter contato com a ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, mas não seria conveniente que ele próprio procurasse a magistrada.
 

Dois dias depois, Garotinho conversou com o seu advogado Fernando Fernandes. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, eles falaram sobre a ministra Luciana Lóssio, com quem o ex-governador do Rio de Janeiro já teria conversado sobre o caso. 

Na sexta-feira (18), a ministra Luciana Lóssio, relatora do processo do habeas corpus, decidiu que Garotinho não poderia ficar preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, e mandou que ele fosse transferido para um hospital. De acordo, com a decisão da ministra, quando receber alta, Garotinho não voltará para Bangu, mas passará a cumprir prisão domiciliar.

Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que todos os ministros têm idoneidade moral e todas as decisões têm profundo embasamento teórico.

Sobre a compra de votos em Campos, o advogado de Garotinho acredita que não houve crime.

“Para haver compra de votos, é preciso que haja a exigência específica. Ou seja, eu só lhe entrego este benefício, seja o Cheque-Cidadão, seja dinheiro, seja qualquer coisa, se você votar em mim, ou se você votar nele. Isso é um crime. Mas se você recebe e eu lhe peço voto, por exemplo, isso não é um crime", afirmou Fernando Fernandes, de acordo com o G1.


POR NOTÍCIAS AO MINUTO

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