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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vaqueiros encerram protesto no Recife prometendo ato em Brasília

Criadores de cavalo pretendem ir à capital federal em nova manifestação.
Na manhã desta quinta, realizaram protesto na Zona Oeste do Recife.

Vaqueiros protestam no Recife contra proibição de vaquejada 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

O grupo de vaqueiros que realizou uma passeata no Recife na manhã desta terça-feira (11)encerrou o ato no início da tarde. Por volta das 13h30, os vaqueiros concluíram o percurso no início da BR-232, tendo partido do Jockey Club de Pernambuco, no Prado, Zona Oeste do Recife, passando pela Avenida Abdias de Carvalho. Os manifestantes protestaram contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a prática da vaquejada no Ceará, na última quinta-feira (6).

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Cavalo Quarto de Milha dePernambuco, Silvio Valença, os 300 cavalos utilizados na caminhada foram recolhidos. Ele confirmou que haverá novos atos, incluindo uma mobilização nacional em Brasília, no próximo dia 25. “A gente também recebeu o apoio de praticantes de outras modalidades, outros esportes equestres do país, e vamos estar reunidos na Esplanada dos Ministérios”, antecipou.

Em outros estados e no interior de Pernambuco, grupos de vaqueiros organizam outros protestos. Em Caruaru, no Agreste, manifestantes também caminharam na BR-232.

Entenda o caso

Na última quinta-feira (6), por seis votos a cinco, os ministros do STF entenderam que a atividade causa sofrimento aos animais e, por isso, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

A vaquejada é uma tradição nordestina pela qual dois vaqueiros montados em cavalos tentam derrubar um boi solto na pista. Os praticantes do esporte alegam que a atividade não causa sofrimento aos bichos. O boi cai em uma caixa de areia com 50 centímetros de profundidade.

Em maio, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Associação Brasileira de Vaquejada (Abvaq) assinaram um acordo de cooperação técnica para evitar os maus-tratos a bois e cavalos. O documento prevê a elaboração de diretrizes para os organizadores desses eventos, como não poder bater com chicote ou usar animais que estejam feridos.

Manifestantes levantaram cartazes criticando a decisão da Justiça 
(Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)


Do G1 PE

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