Anuncie aqui

Anuncie aqui

domingo, 18 de setembro de 2016

Tenho uma fé imensa de que Deus vai me ajudar', afirma mãe de Carlinhos

Cláudia disse que, segunda (19), vai entrar com pedido para falar com filho.
Ela deu entrevista, por telefone, diretamente de Buenos Aires, na Argentina.
Cláudia Boudoux embarcou para buscar Carlinhos 
(Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco Press)

A fisioterapeuta Cláudia Boudoux, mãe de Carlos Attias Boudoux, o Carlinhos, 9 anos, afirmou, na tarde deste sábado (17), que será obrigada a esperar até segunda-feira (19) para dar os primeiros passos para reencontrar o menino, pela primeira vez, em nove meses. Chorando muito, Cláudia resumiu o seu estado de espírito. “Não tenho certeza de mais nada. Só tenho, agora, uma fé imensa de que Deus vai me ajudar e que as portas vão se abrir”, declarou. [Veja vídeo acima].
Por telefone, direto de Buenos Aires, na Argentina, ela disse que entrará com pedido para tentar, pelo menos, falar com o garoto. O menino foi levado de casa pelo pai, no Recife, em dezembro de 2015. A fisioterapeuta está contando com o apoio da Embaixada e do Consulado do Brasil no país vizinho, mas ainda não contratou advogados.
O caso Carlinhos sofreu uma reviravolta na noite de sexta-feira (16). Horas depois de viajar para o país vizinho para buscar o filho, localizado um dia antes, ela soube que a Justiça argentina havia libertado o empresário Carlo Attias, pai da criança, e garantido a ele a guarda do garoto. As informações foram confirmadas pela Polícia Federal em Pernambuco, na manhã deste sábado. Segundo a PF, o caso, agora, está nas mãos da Justiça da Argentina. “Fiquei muito mal quando soube disso”, afirmou Cláudia.
Ao chegar a Buenos Aires, na madrugada deste sábado, Cláudia foi para a casa da madrinha de Carlinhos, que considera uma grande amiga. Recebeu apoio de funcionários da Embaixada e do Consulado brasileiro, que foram buscá-la no aeroporto. “Entramos em contato com o governo federal, por meio do Itamaraty, e com pessoas em Pernambuco para tentar me ajudar nessa luta para ter meu filho de volta”, observou.
Nesse breve período na Argentina, Cláudia ainda não conseguiu contato com Carlinhos. Apenas assistiu a um vídeo. “Ele está muito diferente da época em que morávamos no Recife. Nem parece o meu filho. Nós éramos uma família feliz”, comentou. Segundo Cláudia, as irmãs do menino, mais novas, estavam muito confiantes e felizes com a volta dele. “A pequena nem sabe dessa reviravolta ainda”, disse.
Reviravolta
Diante da mudança de andamento do Caso Carlinhos, o chefe de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, Giovani Santoro declarou, no fim da manhã deste sábado, que a decisão sobre o futuro de Carlinhos e da mãe dele, a pernambucana Cláudia Bouboux, depende de negociação entre os dois países.
A PF informou que o país é soberano para decidir tudo o que convém, ao seu natural. "Então, daqui para frente, o que tem que ser feito é um acordo bilateral entre os governos do Brasil e da Argentina para que esse argentino possa ser extraditado. E o mais importante é que a criança possa ser repatriada para Pernambuco”, pontuou Santoro.
“É bom que essa mãe esteja lá, porque ela deve se justificar e dar suas alegações à Justiça da Argentina. Assim, o juiz também poderá ter outro entendimento, aliado aos esforços diplomáticos que vão ser feitos daqui para frente”, avaliou.
 A criança tem dupla nacionalidade e vinha sendo procurada em vários países. a Interpol foi acionada em 192 nações, desde a decretação da prisão do empresário, pela Justiça brasileira, em agosto deste ano. Na quinta-feira (15), ele chegou a ser detido, em Buenos Aires.
A notícia
Certa de que reencontraria o filho que não vê há nove meses, Cláudia Boudoux descobriu, durante a ida ao país vizinho, na sexta, que Carlinhos estava novamente sob a guarda do pai. Em entrevista ao G1 pelo telefone, Cláudia informou que recebeu a notícia quando desembarcou em São Paulo.
"Uma delegada da Polícia Federal me ligou e disse para eu ser forte antes de me avisar que o pai de Carlinhos não estava mais preso, que a Justiça argentina tinha liberado ele e que provavelmente meu filho voltaria para ele. Quase desmaiei de tanta dor", contou.
Enquanto esperava o avião, no Aeroporto Internacional do Recife/Gilberto Freyre, a fisiotrerapeuta afirmou sentir uma mistura de alegria e nervosismo e que estava levando o amor de mãe na mala. Sem conseguir dormir direito desde a notícia da localização de Carlinhos, na quinta-feira (15), revelou que estava muito ansiosa para o momento do reencontro.
O planejamento inicial era de que Cláudia fosse acompanhada por adidos da Polícia Federal brasileira na Argentina ao buscar o filho numa casa de apoio à criança e ao adolescente em Buenos Aires, para onde Carlinhos seguiu desde que o pai foi localizado. Os adidos também estariam com ela durante todos os procedimentos necessários para trazê-lo de volta para o Recife.

Entenda o caso
Segundo a mãe da Carlinhos, um oficial de Justiça chegou na noite de Natal à casa dela, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, com um mandado para que dois filhos, o menino e uma menina de 10 anos, fossem para casa do pai.

As duas crianças seguiram no dia seguinte, com previsão para retornar dois dias depois, o que não aconteceu. Sem encontrar os filhos nem conseguir contato com o ex-marido, Cláudia procurou a Justiça.

Acompanhada por um oficial de Justiça, a fisioterapeuta seguiu até a casa e a empresa do pai das crianças, mas não as encontrou. No dia 30 de dezembro, o pai conseguiu o direito de passar a virada do ano com os dois filhos, com previsão de entregá-los à mãe no dia 2 de janeiro. A filha do casal foi deixada na casa da mãe, mas Carlinhos foi levado pelo pai e desde então não houve mais notícias sobre o paradeiro dos dois.

FACEBOOK
Do G1 PE

Nenhum comentário:

Postar um comentário